Monday, May 25, 2009

Tulipa (Tulipa gesneriana)

Muita gente pensa que as tulipas são originárias da Holanda, tamanha a associação existente entre elas e este país. Entretanto, segundo a maioria das referências, as tulipas, na verdade, são turcas e foram levadas para a Holanda por volta de 1560, depois que o botânico Conrad von Gesner as catalogou em 1559, usando bulbos originais coletados em Constantinopla, atual Istambul. O nome da flor foi inspirado na palavra "tulipan" que significa "turbante" (o formato da tulipa lembra mesmo um turbante). Outras referências defendem que as tulipas são originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e Pérsia.

Chinesas ou turcas, o fato é que elas se tornaram uma paixão para os holandeses e essa paixão pelas tulipas foi tanta que gerou até uma especulação financeira envolvendo os bulbos desta planta.

Na hora de adquirir um vaso de tulipas, prefira aquele com as flores ainda em botão. Dessa forma, você terá as belas tulipas por mais tempo. Mantenha o vaso em local fresco, com boa luminosidade, mas longe de ventos e do sol forte. Outra dica interessante é colocar 1 ou 2 pedras de gelo, pela manhã e à tarde, sobre o substrato (mistura de terra) do vaso, todos os dias. Assim podemos diminuir o excesso de calor.

No clima brasileiro é difícil conseguir que a planta floresça mais de uma vez, mas com algumas técnicas, dá para tentar fazê-la dar flores pelo menos mais uma vez. O processo é demorado e um tanto complicado, mas para quem gosta de jardinagem, pode ser um desafio compensador:

  1. Quando as flores da primeira floração murcharem, corte-as, inclusive as folhas. Retire os bulbos da terra, limpe-os levemente com uma escova macia e mantenha-os em local fresco e arejado por cerca de 3 meses, sem deixar que se molhem.
  2. Passado esse período, plante-os num vasinho plástico com terra vegetal umedecida, sem estar encharcada. Embrulhe o vasinho num plástico e coloque-o no congelador da geladeira durante uns 6 meses (temperatura ideal entre 2 e 5 graus C).
  3. Passado esse tempo, é hora de tirar o vasinho da geladeira e levá-lo para um local fresco e com boa luminosidade por mais 2 meses, lembrando de manter a terra sempre úmida.
  4. Depois disso, o vasinho deve voltar ao congelador, novamente embrulhado em plástico, onde vai permanecer por mais 6 meses.
  5. Agora é hora de levar o vaso para um local iluminado. Se tudo der certo, a tulipa estará florida no período de trinta a cinqüenta dias.

Todo esse processo tem como objetivo simular as condições climáticas existentes no habitat natural das tulipas e que estimulam os bulbos a rebrotarem.

Yes, nós temos tulipas...

A Fazenda Terra Viva Schoenmaker (Holambra/SP) começou a produzir tulipas comercialmente no Brasil em 1988. Os bulbos são trazidos da Holanda e ao chegar por aqui são mantidos em câmaras, onde passam pelo tratamento adequado para controlar a temperatura, até que comecem a enraizar. A partir de março começam a ser retiradas as caixas da câmara para a produção propriamente dita. Inicia a fase 2, com as tulipas entrando em fase de crescimento, quando são fornecidas luz e adubação adequadas para garantir seu bom desenvolvimento. Na fase 3 as tulipas estão prontas para serem colocadas em vasos ou para o corte (no caso de flores de corte). Só então, vão para os pontos de venda.

Segundo Simone Schoenmaker, gerente de produção de flores e bulbos da empresa, em 2001 foram vendidos aproximadamente 130 mil vasos de tulipas e em 2002 projetou-se a venda de 250 mil. Os vasos, oferecidos em dois tamanhos (um com 3 bulbos e o Premium, com 5 bulbos) representam 2/3 da produção. O restante é de produção de tulipas de corte, utilizadas principalmente em arranjos e buquês de noivas. "Cerca de 90% das tulipas em vaso são da variedade vermelha, já na produção de corte, a maioria é branca, em torno de 35%", explica Simone. As outras variedades de tulipas de corte são produzidas na seguinte proporção: 20% laranjas; 20% amarelas; 20% vermelhas; 5% outras cores, como rosa e lilás.

Dois novos produtos estão sendo lançados pela fazenda Terra Viva, produtora das flores de Holambra: vasos com tulipas Master e Little. Os vasos Master vêm com sete hastes e um botão grande de tulipa cada, com flores brancas, amarelas, laranjas e vermelhas. Os vasos Little possuem cinco hastes principais, com mais de um botão cada, totalizando cerca de doze flores por vaso, somente na cor vermelha.

O aumento da demanda por tulipas no mercado de flores é creditado às novas variedades de cores diversas e à melhor adaptação ao nosso clima, o que lhes garante mais beleza e durabilidade. "Testamos novas variedades que podem durar até 10 dias, dependendo da época do ano e da região, esclarece Simone. O calor acelera o desabrochar da flor, e quanto maior o frio, mais tempo de vida possui. Normalmente, um vaso de tulipa sobrevive de 5 dias a uma semana.

."Em maio e junho a produção e venda de tulipas é maior que dos outros meses da safra", acrescenta Simone Schoenmaker. Em razão da sazonalidade, o produto é oferecido no mercado brasileiro no período de março a setembro. "As flores de modo geral chegam a duplicar as vendas", conclui Simone.

No livro "Salve-se Quem Puder – Uma História da Especulação Financeira", Edward Chancellor descreve esse curioso fato em detalhes. Na Holanda, os bulbos encontraram terras férteis e ideais para o seu cultivo, além de um povo que simplesmente amava flores. O entusiasmo pela tulipa gerou o desenvolvimento de muitas variedades com diferentes tamanhos e cores. Por volta de 1620, algumas variedades chegavam a um grau de raridade tão grande, que uma única flor alcançava preços elevadíssimos. E a especulação corria solta. No verão, época do plantio, já se negociavam os bulbos que iam florescer na primavera seguinte – cerca de um ano depois. O papel que representava a propriedade de um bulbo ainda por florir podia passar, em poucas semanas, de 20 florins para 255 florins, ou de 90 para 900 florins. A situação tornou-se tão crítica, que o governo holandês teve de intervir para acabar com a especulação.

Planta da família das Liliáceas, a tulipa produz folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas (em forma de lança). Do centro da folhagem surge uma haste ereta, com uma flor solitária formada por seis pétalas. Cores e formas são bem variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.

O mérito do cultivo da tulipa no Brasil cabe ao produtor Klass Schoenmaker (mais detalhes abaixo), estabelecido no município de Holambra, em São Paulo.

Tuesday, May 5, 2009

Fórmula Floral

A fórmula floral é um sistema muito útil de representação da estrutura de uma flor, em que se usam letras, números e símbolos específicos.

Normalmente, a fórmula geral é usada para representar a estrutura floral e vegetal de uma família dicotiledonia, ao invés de espécies em particular como as margaridas.

Assim temos:

K = cálice ou S = sépalas (ex.: S5 = cinco sépalas) C = corola ou P = Pétalas (ex: C3(x) = número de pétalas é multiplo de três) Z = acresente se zigomórfica (ex: CZ6 = zigomórfica com 6 pétalas)

A = androceu ou E = estames (parte masculina; ex.: A∞ = vários estames-constituidos por 1 antera e 1 filete cada um G = gineceu ou C = carpelos (parte feminina; ex.: G1 = monocarpelar)

x - indica um "número variável" ∞ - indica "muitos

Usa-se algarismos para mostrar o número de peças em cada ciclo e, se estiverem soldadas entre si, coloca-se entre parênteses.

As letras H, P ou E, colocadas no final, indicam se a flor é hipógina perígina ou epígina e os símbolos " */* "ou " * " indicam , respectivamente se a simetria é bilateral ou radial.

Ficheiro:Mature flower diagram ru.svg

A fórmula floral poderá ser algo assim:

K5C5A10-∞G1



Flores


A função da flor é mediar a união dos esporos masculino (micrósporo) e feminino (megásporo) num processo denominado polinização. Muitas flores dependem dovento para transportar o pólen entre flores da mesma espécie. Outras dependem de animais (especialmente insetos) para realizar este feito. O período de tempo deste processo (até que a flor esteja totalmente expandida e funcional) é chamado anthesis.

Muitas das coisas na natureza desenvolveram-se para atrair animais polinizadores. Os movimentos do agente polinizador contribuem para a oportunidade de recombinação genética com uma população dispersa de plantas. Flores como essas são chamadas de entomófilas (literalmente: amantes de insetos). Flores normalmente têm nectários em várias partes para atrair esses animais. Abelhas e pássaros são polinizadores comuns: ambos têm vida colorida , assim escolhendo flores de coloração atrativa. Algumas flores têm padrões, chamados guias de néctar, que são evidentes na espectro ultravioleta , visível para abelhas, mas não para os humanos. Flores também atraem os polinizadores pelo aroma. A posição dos estamens assegura que os grãos de pólen sejam transferidos para o corpo do polinizador. Ao coletar néctar de várias flores da mesma espécie, o polinizador transfere o pólen entre as mesmas.

O aroma das flores nem sempre é agradável ao nosso olfato. Algumas plantas como a Rafflesia, e a PawPaw Norte-Americana (Asimina triloba) são polinizadas por moscas , e produzem um cheiro de carne apodrecida para atrair esses ajudantes.

Outras flores são polinizadas pelo vento (as gramineas por exemplo) e não precisam atrair agentes polinizadores, tendendo assim a possuir aromas discretos. Flores polinizadas pelo vento são chamadas de anemófilas. Sendo assim o pólen de flores entomófilas costuma ser grudento e de uma granulatura maior, contendo ainda uma porção significante de proteína (outra recompensa para os polinizadores). Flores anemófilas são normalmente de granulatura menor, muito leves e de pequeno valor nutricional para os insetos.

Existe muita contradição sobre a responsabilidade das flores nas alergias . Por exemplo, o entomófilo Goldenrod(Solidago) é freqüentemente culpado por alergias respiratórias, o que não é verdade, pois seu pólen não é carregado pelo ar. Por outro lado, a alergia é normalmente causada pelo pólen da anemófila Ragweed(Ambrosia), que pode vagar com o vento por vários quilômetros.

Raizes


Formação das raízes

Nas pteridofidas, as raízes se desenvolvem nos primeiros estágios do desenvolvimento do esporofito , quando ainda preso ao gametófito. Nas plantas com sementes, raízes têm origem no embrião. O precursor da raiz no embrião, a radícula, é o primeiro órgão a se desenvolver no ato da germinação da semente. Nas dicotiledôneas, esta raiz primordial desenvolve-se e torna-se a raiz principal, da qual a maior parte do sistema radicular é derivado. Já em monocotiledôneas, a radícula se degenera, e todas as raízes brotam a partir da base do caule, conhecidas neste caso como raízes adventícias (este brotamento de raízes no próprio caule também é comum em muitas espécies de dicotiledôneas, como as figueiras, clúsias e o mangue-vermelho).

A raiz é essencial para a vida da planta, pois é através dela que a mesma adquire nutrientes e água para sobreviver e consegue assim perpetuar sua espécie.